sábado, 30 de junho de 2012

De pai para filho


Meu amado filho


No dia em que este teu velho não for mais o mesmo, tem paciência e compreende-me.
Quando derramar comida sobre minha camisa e me esquecer como atar os meus sapatos, tem paciência comigo e lembra-te das horas em que passei a ensinar-te a fazer as mesmas coisas!
Se quando conversares comigo, eu repetir as mesmas histórias, que já sabes como terminam não me interrompa e escuta-me. Quando eras criança, para que dormisses, tive que te contar milhares de vezes a mesma história até que fechasses os olhinhos…
Quando estivermos reunidos e sem querer fizer minhas necessidades, não fiques com vergonha. Compreende que não tenho culpa disso, pois já não as posso controlar. Pensa, quantas vezes, pacientemente, troquei as tuas roupas para que estivesses sempre limpinho e cheiroso.
Não me reproves se eu não quiser tomar banho, mas sejas paciente comigo. Lembra-te dos momentos em que te persegui e os mil pretextos que inventava para te convencer a tomar banho.

Quando me vires inútil e ignorante na frente de novas tecnologias que já não poderei entender, peço-te que me dês todo o tempo que seja necessário, e que não me censures com um sorriso sarcástico! Lembra-te que fui eu quem te ensinou tantas coisas. Comer, vestir e como enfrentar a vida tão bem como hoje o sabes fazer. Isso é resultado do meu esforço e da minha perseverança.

Se em algum momento, quando conversarmos, eu me esquecer do que estávamos a falar, tem paciência e ajuda-me a lembrar. Talvez a única coisa importante para mim naquele momento seja o fato de te ver perto de mim, dando-me atenção, e não o que falávamos.
Se alguma vez eu não quiser comer, que saibas insistir com carinho. Assim como fiz contigo…
Que também compreendas que com o tempo não terei dentes fortes, e nem agilidade para engolir...
E quando minhas pernas falharem por estarem tão cansadas, e eu já não me conseguir mais equilibrar... Com ternura, dá-me tua mão para me apoiar, como eu o fiz quando tu começaste a caminhar com tuas perninhas tão frágeis.

E se algum dia me ouvires dizer que não quero mais viver, não te aborreças comigo. Algum dia entenderás que isto não tem a ver com teu carinho ou com o quanto te amo…e compreendas que é difícil ver a vida abandonando aos poucos o meu corpo, e que é duro admitir que já não tenho mais o vigor para correr ao teu lado, ou para tomar-te nos meus braços, como antes.


Sempre quis o melhor para ti e sempre me esforcei para que o teu mundo fosse mais confortável, mais belo, mais florido. E até quando me for, terei deixado para ti outra rota em outro tempo, mas estou certo de estar sempre presente em teu pensamento.
Não te sintas triste ou impotente por me veres assim. Não me olhes com cara de pena. Dá-me apenas o teu coração, compreende-me e apoia-me como o fiz quando começaste a viver. Isso me dará muita força e muita coragem.
Da mesma maneira que te acompanhei no início da tua jornada, peço-te que me acompanhes para terminar a minha. Trata-me com amor e paciência, e eu te devolverei sorrisos e gratidão, com o imenso amor que sempre tive por ti.

Atenciosamente,

Teu Velho




Releia e medite em cada situação do texto e diga para si mesmo qual tem sido a sua conduta para com seus pais. Seus pais o amam e seria uma enorme alegria para eles, você dizer-lhes: papai, mamãe, amo muito vocês.

Deus os abençoe!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Você é muito importante pra mim!





Você é muito importante pra mim. Você corre, almoça, trabalha, cante, chora, ama. Você sorri, mas nunca me chama. Você se entristece, mas depois se acalma, e nunca me agradece.
Você caminha, sobe e desce escadas, e nunca se preocupa comigo.
Você tem tudo e não me dá nada.
Você sente amor, ódio, sente tudo, menos a minha presença.
Você tem os sentidos perfeitos, mas nunca os usa por mim. Você estuda e não me entende, ganha e não me ajuda, canta e não me alegra. Você é tão inteligente, mas não sabe nada sobre mim. Você reclama dos meus tratos, mas não valoriza o que eu faço por você.
Você está triste e me culpa por isso, mas quando está alegre não me deixa participar de sua felicidade, você conhece muita gente importante, mas não conhece a mim que o considera muito importante. Você faz o que os outros ordenam, mas não faz o que lhe peço com humildade.
Você entende todas as transações do mundo, mas não entende minha mensagem. Você reclama tanto da vida, mas não sabe que a minha vida é triste por sua causa. Você baixa os olhos quando um superior lhe fala, mas não levanta esses mesmo olhos quando eu lhe falo com amor. Você defende seu time, seu ator, mas não me defende no meio de seus amigos...
Eu quem todos os dias bate à sua porta e pergunta: “Tem lugar para mim na sua casa, na sua vida, no seu coração?”. Eu estou presente nestas linhas que você por curiosidade começou a ler; eu sou Jesus Cristo!... Quero que você me aceite como seu Amigo, seu Salvador, seu Senhor!

(Autor desconhecido)




  "Eis que estou à porta e bato;
se alguém ouvir aminha voz e abrir a porta,
entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo".
(Apoc.3:20)


 " E o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora". (João 6:37)


" Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei".
(Matheus 11:28)


JESUS TE AMA!!!

sábado, 23 de junho de 2012

Mães Más




O texto abaixo foi entregue pelo professor de Ética e Cidadania da escola Objetivo/Americana, Sr. Roberto Candelori, a todos os alunos da sala de aula para que entregassem à seus pais. A única condição solicitada pelo mesmo, foi de que cada aluno ficasse ao lado dos pais até que terminassem a leitura. Nos dias de hoje, sementes plantadas como a deste professor, creio que devem ser repassadas, afinal, o futuro pertence às nossas crianças e somos nós que as orientamos para a vida! Boa leitura à todos!
O Referido texto foi publicado recentemente por ocasião da morte estúpida de Tarcila Gusmão e Maria Eduarda Dourado, ambas de 16 anos, em Maracaípe - Porto de Galinhas. Depois de 13 dias desaparecidas, as mães revelaram desconhecer os proprietários da casa onde as filhas tinham ido curtir o fim de semana. A tragédia abalou a opinião pública e o crime permanece sem resposta.
Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhes:
- Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
- Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
- Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: "Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar".
- Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
- Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
- Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
- Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.
Estou contente, venci. Porque no final vocês venceram também! E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer:
- "Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo...".

As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvetes no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. E ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão. Ela insistia em saber onde estávamos à toda hora (ligava no nosso celular de madrugada e "fuçava" nos nossos e-mails). Era quase uma prisão! Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia, que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela "violava as leis do trabalho infantil". Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruéis. Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer. Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata! Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).
Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência:
- Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.

FOI TUDO POR CAUSA DELA!




Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos "PAIS MAUS", como ela foi. EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS!
Para meditação: "Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele." Provérbios 22:6

A PAZ DOSENHOR!!!

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A CADEIRA VAZIA






Era uma singela igreja, freqüentada por moradores da região daquele distante bairro de Londres. 
Os anos se passavam e o pequeno grupo se mantinha constante nas reuniões, ocupando sempre os mesmos lugares. 
Foi por isso mesmo muito fácil ao pastor descobrir certo dia, uma cadeira vazia. Estranhou, mas logo esqueceu. Na semana seguinte, a mesma cadeira vazia lá estava e ninguém soube informar o que estava acontecendo. Na terceira ausência, o pastor resolveu visitar o faltoso. 
No dia frio, foi encontrá-lo sentado, muito confortável, ao lado da lareira de sua casa, a ler. 
Você está doente, meu filho? Perguntou. A resposta foi negativa. Ele estava bem. 
Talvez estivesse atravessando algum problema, ousou falar o pastor, preocupado. Mas estava tudo em ordem. E o homem foi explicando que simplesmente deixara de comparecer. Afinal, ele freqüentava o culto há mais de vinte anos. 
Sentava na mesma cadeira, pronunciava as mesmas orações, cantava os mesmos hinos, ouvia os mesmos sermões. Não precisava mais comparecer. Ele já sabia tudo de cor. 
O pastor refletiu por alguns momentos. Depois, se dirigiu até à lareira, atiçou o fogo e de lá retirou uma brasa. 
Ante o olhar surpreso do dono da casa, colocou a brasa sobre a soleira de mármore, na janela. 
Longe do braseiro, ela perdeu o brilho e se apagou. Logo, era somente um carvão coberto de cinza.
Então o homem entendeu. Levantou-se de sua cadeira, caminhou até o pastor e falou: tudo bem, pastor, entendi a mensagem. 
E voltou para a igreja. 
Todos nós somos brasas no braseiro da fé. Se mantemos regular freqüência ao templo religioso, estudando e trabalhando, nos conservamos acesos e quentes. 
Mas, exatamente como fazem as brasas, é preciso estender o calor. Assim, acostumemos a não somente orar, pedir e esperar graças. Iluminados pelo evangelho de Jesus, nos disponhamos a agir em favor dos nossos irmãos. 
Como as brasas unidas se transformam em um imenso fogaréu, clareando a escuridão e aquecendo as noites frias, unidos aos nossos irmãos de ideal, poderemos estabelecer o calor da esperança em muitas vidas. 
Abrasados pelo amor a Jesus, poderemos transformar horas monótonas em trabalho no bem. A simples presença passiva na assembléia da nossa fé em um dinâmico trabalho de promoção social, beneficiando a comunidade. 
Pensemos nisso e coloquemos mãos à obra. 
Pensamento Clarificados pela mensagem do cristo, espalhemos calor nas planícies geladas da indiferença, da soledade e da necessidade. 
Procuremos a dor onde ela se esconda e a envolvamos nos panos quentes da nossa dedicação. 
Estendamos o brilho da esperança nas vidas amarfanhadas dos que nunca conseguiram crer em algo que estivesse além do alcance dos seus sentidos físicos. 
Tornemo-nos brasas vivas, fazendo luz onde estejamos, atuando e servindo em nome de Jesus.